Em meio a manifestações pró-Lula, Universidade Federal de PE é atingida por incêndio

Prédio da Diretoria de Inovação foi atingido

Um incêndio de grandes proporções atingiu o prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo da UFPE, no Recife, nesta quarta-feira, 7 de outubro. Segundo relatos de estudantes, o episódio ocorreu um dia após um ato contra Flávio Bolsonaro. Alunos levantaram nas redes sociais a suspeita de motivação política, mas não há, até o presente momento, confirmação sobre a causa do fogo.

Estudantes também relatam que alunos teriam recebido mensagens com ameaças contra setores da universidade, incluindo referências a explodir um departamento em nome de Flávio Bolsonaro. Não há confirmação de vínculo entre essas mensagens e o incêndio.

O Corpo de Bombeiros enviou cinco viaturas à Cidade Universitária, na Zona Oeste da capital. Segundo informações, ainda não havia informações sobre feridos. Testemunhas disseram que as chamas começaram por volta das 20h.

Este é o terceiro incêndio registrado na UFPE em uma semana. Em 30 de setembro, um laboratório do Departamento de Física foi atingido. A instituição apontou como possível origem uma câmara de alta temperatura utilizada para aquecer substâncias.

No dia 5 de outubro, outro incêndio ocorreu no laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, no Centro de Biociências. As duas ocorrências anteriores não deixaram vítimas.

O prédio atingido nesta quarta abriga uma diretoria vinculada ao Núcleo de Inovação Tecnológica da universidade. Até a atualização da reportagem do g1 utilizada como base para este texto, a UFPE não havia respondido ao contato do veículo.

Reprodução: Folha de Pernambuco

O edifício abrigava laboratórios de diferentes áreas, como química, biologia, farmácia e computação, além do Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica (NUPIT). O local também armazenava materiais e dados relacionados a pesquisas, teses e dissertações de estudantes dos programas de pós-graduação da universidade.

Um funcionário que estava no prédio no momento do incêndio e preferiu não se identificar afirmou que as chamas começaram no lado esquerdo do edifício, por volta das 19h30. Segundo ele, o fogo ainda estava em estágio inicial quando deixou o local.

“Quando eu saí, não vi nada demais. Quando voltei, o foco ainda estava bem tranquilo, não estava nessa dimensão que está agora”, relatou.

Ainda havia pessoas dentro do prédio quando o incêndio começou, mas foram retiradas do local pelos bombeiros e não ficaram feridas.

Reprodução Google

O servidor, que trabalha há cerca de dez anos na DINE, também disse que nunca havia presenciado um incêndio no prédio, apesar da estrutura antiga do edifício.

Motivo

Até o momento, não há informações sobre o que causou o incêndio.

O reitor da UFPE, Alfredo Gomes, estava no local e acompanhou a atuação do Corpo de Bombeiros para o controle das chamas. De acordo com ele, uma investigação será realizada para identificar a origem do incêndio e avaliar os prejuízos.

“Depois vamos receber um diagnóstico do Corpo de Bombeiros para que a gente possa fazer a ação. Amanhã, as nossas equipes ligadas à Superintendência de Infraestrutura, junto com o pessoal da Segurança do Trabalho e do Combate a Incêndio, vão fazer uma investigação mais detalhada para descobrirmos a origem do incêndio que afetou a nossa universidade”, declarou.

Pesquisas
Apesar de não ter feridos, o incêndio provocou prejuízos a pesquisas desenvolvidas na universidade. O prédio armazenava equipamentos, reagentes, amostras e outros materiais utilizados por estudantes e pesquisadores de diferentes áreas.

Rafael Soares, doutorando do Programa de Pós-Graduação em Inovação Terapêutica (PPGIT), afirmou que os pesquisadores ainda não sabem a dimensão dos danos provocados pelo fogo.

“Estávamos de mudança para outro prédio, mas ainda existiam muitas coisas lá: equipamentos em caixa, estoques, reagentes e amostras de todo mundo. Eram amostras de projetos de câncer, obesidade, Covid, TDAH, autismo, entre outros”, explicou.

Segundo o pesquisador, ainda não é possível afirmar quantos materiais foram perdidos. “Ainda não sei se realmente perdi tudo”, disse.

O reitor prestou solidariedade aos professores, pesquisadores e estudantes afetados e afirmou que a universidade irá trabalhar para reparar os prejuízos.

“A gente se coloca à disposição para poder trabalhar e reparar esse prejuízo”, finalizou Gomes.

Fonte Folha de Pernambuco

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