PF bloqueia até R$ 670 milhões ligados ao banco de Edir Macedo

Operação contra fraude aconteceu hoje,23

Reprodução Google

Ação desta terça é fruto de investigação de 22 meses e faz parte da Operação Contenção, que busca desarticular a estrutura da facção no estado.

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira, a Operação Miragem para investigar um suposto esquema de fraudes no Sistema Financeiro Nacional envolvendo a gestão do banco Digimais, instituição controlada pelo grupo do bispo Edir Macedo. A ação ocorre em São Paulo e inclui o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão.

Ao todo, mais de 50 policiais federais participam da ofensiva. Por determinação da Justiça Federal, também foram autorizados o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados e o bloqueio de bens e valores de até R$ 670,3 milhões.

Segundo a PF, a investigação teve como base relatórios produzidos pelo Banco Central que apontaram indícios de graves irregularidades na condução dos negócios da instituição financeira. A apuração busca esclarecer a atuação dos administradores do banco e a existência de um esquema para mascarar sua situação patrimonial.

De acordo com os investigadores, o grupo teria manipulado balanços e demonstrações contábeis para ocultar a real condição econômico-financeira da instituição e transmitir aos órgãos de fiscalização uma aparência de solvência. As suspeitas incluem ainda a superavaliação de ativos e o reconhecimento artificial de receitas que, somadas, alcançariam centenas de milhões de reais.

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A Polícia Federal também apura operações financeiras supostamente realizadas de forma irregular em benefício da empresa controladora do banco, além da possível inserção de informações falsas ou manipuladas em sistemas oficiais utilizados pelo órgão regulador do setor financeiro

Os alvos da operação poderão responder, conforme o avanço das investigações e a responsabilidade individual de cada um, por crimes previstos na Lei nº 7.492/1986, entre eles gestão fraudulenta de instituição financeira, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas pela legislação.

Até o momento, a PF não divulgou detalhes sobre o material apreendido durante o cumprimento dos mandados nem informou se houve prisões relacionadas à Operação Miragem.

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