Itália cai diante da Bósnia nos pênaltis e está fora da terceira Copa do Mundo consecutiva
O drama do futebol italiano parece não ter fim

No jogo final da repescagem europeia, Azzurra ficou com um a menos e sucumbiu fora de casa; além dos bósnios, Suécia, Turquia e Tchéquia também garantiram vaga no Mundial.
A seleção tetracampeã mundial está fora da Copa do Mundo pela terceira edição consecutiva. Nesta terça-feira, no último jogo da repescagem europeia, perdeu nos pênaltis para a Bósnia, que carimbou a vaga para o torneio do Canadá, Estados Unidos e México. Após o empate por 1 a 1 no tempo normal e prorrogação, o país do Leste Europeu prevaleceu por 4 a 1 nos pênaltis. No mesmo dia, Suécia, Turquia e Tchéquia também garantiram as últimas vagas do continente.
No acanhado de estádio de Zenica, na Bósnia, a expulsão direta de Bastoni na reta final da etapa inicial transformou a vida da Itália em um pandemônio. Àquela altura, Moise Kean havia aberto o placar com 14 minutos em um chute de primeira, finalizando jogada que começou em grave erro de saída de bola do goleiro Vasilj. A tranquilidade da vantagem momentânea foi ralo abaixo e Donnarumma foi responsável por dar esperanças em um roteiro que parecia inevitável.
Em meio à atuação mediana da Itália mesmo quando a partida estava 11 contra 11, e à subida de pressão da Bósnia após a expulsão, o goleiro do Manchester City fez pelo menos cinco grande defesas, grande parte delas no segundo tempo. Porém, não foi capaz de evitar o gol de Tabakovic aos 33 do segundo tempo, após uma jogada conturbada na área.

Kean teve grande chance antes da Bósnia empatar, mas foi o time da casa que apresentou mais volume: 30 finalizações contra nove. Nada disso significou novos gols, mesmo após a prorrogação.
Nos pênaltis, porém, Donnarumma passou longe de brilhar, e viu todas as cobranças da Bósnia balançarem as redes. Para piorar, Esposito e Cristante desperdiçaram na marca da cal. Bajraktarevic foi o responsável pelo gol que levou a Bósnia à Copa do Mundo.
Por outro lado, a Itália se tornou a primeira campeã mundial a ficar fora de três Copas consecutivas. A última vez que a Azzurra participou do torneio foi em 2014, no Brasil. Depois, caiu na repescagem em todas as edições.

Cinco gols em Solna
No jogo mais movimentado do dia, com direito a cinco gols, a Suécia prevaleceu sobre a Polônia e venceu por 3 a 2 jogando em casa. O artilheiro Viktor Gyokeres fez o gol da classificação aos 43 minutos do segundo tempo, em uma jogada com requintes de crueldade para os poloneses. Após o goleiro fazer uma defesa após chute de trivela de Bergvall, e Zeneli chutar na trave, o atacante do Arsenal empurrou para as redes e explodiu o estádio em Solna.
A Suécia teve a liderança do placar duas vezes. Elanga abriu o placar, antes de Zalewski empatar de cabeça. E Lagerbielke voltou a colocar o time da casa na frente, mas Swiderski empatou. Coube a Gyokeres completar a jornada de reviravolta da sua seleção, que foi lanterna no grupo das Eliminatórias, mas chegou à repescagem através do ranking da Liga das Nações.
Na semifinal, contra a Ucrânia, o centroavante foi o autor de um hat-trick na vitória por 3 a 1. Desta vez, venceu o duelo individual contra Robert Lewandoswki, que passou em branco e pode ter perdido a chance de jogar a última Copa.
Tchéquia e Dinamarca também precisaram de prorrogação e pênaltis para definir a vaga que ficou na mão dos tchecos. Nos 90 minutos, Sulc abriu o placar, e Andersen empatou. No tempo extra, Krejci marcou, mas Hogh voltou a igualar para os dinamarqueses e decretar o empate por 2 a 2. Na marca da cal, porém, os visitantes desperdiçaram três cobranças e o time da casa foi à Copa com o placar de 3 a 1.
A classificação da Turquia teve tons bem menos dramáticos na comparação com os outros jogos. Em Kosovo, a equipe fez jus ao favoritismo e venceu por 1 a 0, com um gol de Akturkoglu no segundo tempo. Depois, segurou a pressão do time da casa e garantiu a vaga na Copa após 24 anos — a última participação foi em 2002, na edição do Japão e Coreia do Sul.
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