Tatiana Sampaio recebe maior honraria do estado do Espírito Santo

Bióloga recebeu comenda Jerônimo Monteiro

Divulgação Google

O governo do estado do Espírito Santo concedeu a Comenda Jerônymo Monteiro, Ordem Grã-Cruz, à bióloga e pesquisadora Tatiana Sampaio pelo desenvolvimento da polilaminina. A substância experimental tem ganhado repercussão nacional como possível tratamento para lesões medulares.

A Comenda Jerônymo Monteiro, Ordem Grã-Cruz, é maior honraria concedida pelo governo capixaba e foi entregue pelo governador Renato Casagrande em cerimônia realizada no Palácio Anchieta, em Vitória. Além da doutora Tatiana, cinco médicos do grupo de trabalho da polilaminina, além do coordenador do grupo, receberam a Comenda Jerônymo Monteiro, Ordem Cavaleiro, são eles: Olavo Borges Franco, Bruno Alexandre Cortes, Marco Aurélio Braz de Lima, Ogari de Castro Pacheco e Mitter Mayer Volpasso Borges.

“(…) O Governo do Espírito Santo colocou o Hospital São Lucas inteiramente à disposição para colaborar com o avanço da pesquisa e do tratamento, autorizado pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária].”, disse o governador.

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“Nunca pensei em receber uma homenagem desse tamanho. Preciso agradecer ao governador Renato Casagrande pelo trabalho que tem feito à frente do Governo do Espírito Santo e pelo reconhecimento do trabalho que estamos realizando. A polilaminina é nossa, brasileira, desenvolvida dentro de uma universidade federal, e quem a utiliza já reconhece que é algo do Brasil”, disse Tatiana.

Quem é Tatiana Sampaio

Tatiana Sampaio é docente e pesquisadora no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordena o Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular. Há cerca de 30 anos, ela lidera pesquisas sobre a polilaminina, substância produzida em laboratório a partir da laminina, proteína presente no organismo e responsável pela organização celular e crescimento de neurônios, sobretudo no desenvolvimento embrionário.

Os estudos indicam que o composto estimula o crescimento de axônios e contribui para reorganizar o ambiente ao redor da lesão, o que pode ajudar na recuperação de conexões nervosas após danos à medula espinhal. A proposta é ampliar as chances de recuperação de funções motoras afetadas por traumas que levam à paraplegia ou à tetraplegia, quadros para os quais ainda não há tratamento capaz de restaurar plenamente os movimentos em casos de lesão completa.

Os testes clínicos estão em fase inicial, e a eficácia do tratamento depende da conclusão de todas as etapas exigidas pelos órgãos reguladores. A cientista afirma que a substância não deve ser vista como solução isolada, mas como parte de um conjunto de abordagens terapêuticas associadas à reabilitação.

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