Rio tem alerta para tempestade e ventos que podem ultrapassar 100 km/h

Frente fria avança pelo Sul do país

Foto Tomaz Silva

Nordeste segue na contramão, sob domínio de ar seco e índices de umidade.

A terça-feira, 18 de novembro, será marcada por instabilidades mais fortes sobre áreas do Sul e do Sudeste, sob influência direta da frente fria que avança pelo litoral sul-brasileiro e organiza bandas de nebulosidade carregada desde Santa Catarina até o Rio de Janeiro, que pode ter ventos de mais 100km/h. O sistema, que ontem já começava a formar um corredor de nuvens a partir do Paraná, ganha força ao longo do dia e favorece pancadas de chuva de moderada a forte intensidade, com risco de raios e rajadas de vento — especialmente entre o leste catarinense, o centro-leste do Paraná, o centro-leste paulista e parte do território fluminense.

— As pancadas mais intensas se concentram nessas áreas porque uma frente fria está avançando, formando mais instabilidade e garantindo a presença de nuvens carregadas e risco até para temporais. Não dá para descartar chuva volumosa em pouco tempo, com potencial para alagamentos, além de raios e ventos fortes, disse o meteorologista Cesar Soares, do Climatempo.

No Sudeste, São Paulo terá um dia típico de transição frontal: manhã abafada, céu nublado e chuva que se espalha principalmente à tarde, com maiores acumulados entre a capital, o Vale do Paraíba e a faixa litorânea. O Rio de Janeiro também registra tempo instável, com pancadas irregulares, mas localmente fortes, a partir da tarde. Em Minas Gerais, as instabilidades avançam pelo Triângulo, Sul e Zona da Mata, enquanto o norte do estado segue sob calor intenso, com máximas próximas dos 36°C em algumas áreas.

No Sul, Santa Catarina e o Paraná concentram as instabilidades mais organizadas, com risco de temporais. No Rio Grande do Sul, o avanço da frente já deixa o tempo mais seco e as temperaturas mais baixas, especialmente na Campanha e no Sul do estado, onde mínimas entre 12°C e 15°C foram previstas pelos modelos multimodelo do INPE.

Reprodução Google

Cesar Soares ressalta que o episódio não se compara ao evento de vento extremo registrado recentemente no oeste do Paraná.

— A situação é completamente diferente. Aquilo ocorreu sob uma configuração atmosférica distinta. Agora, o cenário é de instabilidade típica da primavera, com chuva forte localizada, mas sem a mesma dinâmica daquele evento, afirmou.

O interior do Nordeste segue na contramão, sob domínio de ar seco e índices de umidade que podem ficar abaixo de 20% durante a tarde, mantendo o tempo firme e temperaturas elevadas.

As temperaturas máximas continuam altas em praticamente todo o país, com destaque para o Norte e o interior do Nordeste, onde os termômetros podem novamente atingir entre 36°C e 39°C. No Sudeste, o calor perde força nas áreas sob maior nebulosidade — São Paulo tende a ficar na casa dos 24°C a 27°C; o Rio de Janeiro, entre 27°C e 31°C — enquanto Minas Gerais terá forte contraste entre regiões mais quentes e áreas afetadas pela instabilidade.

A umidade relativa mínima segue baixa em grande parte do interior brasileiro, reforçando a sensação de abafamento no Centro-Oeste e no setor central do Sudeste.

Fonte O Globo

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