Sobe para 4, casos suspeitos de intoxicação por metanol, no estado do Rio
Governo do Estado já tem antídoto

A secretaria estadual de Saúde já monitorava um paciente em São Pedro da Aldeia e agora investiga ocorrências em Cabo Frio, Cantagalo e Volta Redonda.
A Secretaria estadual de Saúde do Rio informou que passou a monitorar mais três casos suspeitos de intoxicação por metanol. Os pacientes estão nas cidades de Cantagalo, Cabo Frio e Volta Redonda. Ao todo são quatro casos em investigação já que uma primeira suspeita já vinha sendo investigada em São Pedro da Aldeia. Os pacientes estão sob cuidados do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS/SES-RJ), e as autoridades de segurança foram notificadas.
— O Governo do Estado já conta com antídotos caso se confirme uma suspeita de intoxicação por metanol. A Secretaria, por meio CIEVS, segue monitorando esses casos. Já foram criados fluxos de atendimento dos pacientes, e reforçamos nosso compromisso com a saúde da nossa população. Cuidem-se e evitem bebidas alcoólicas que não saibam a procedência — disse a secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello.
Na segunda-feira, o Estado deu início ao processo para compra de mais doses do antídoto para intoxicações por metanol. O objetivo é acelerar o tratamento de pacientes que apresentem suspeita de intoxicação.

Os sistomas principais são visão turva, desconforto gástrico e quadros de gastrite após ingestão de álcool. A orientação nesses casos é procurar a unidade de atendimento mais próxima de sua casa. A intoxicação por metanol pode causar cegueira irreversível e óbito.
Desde a última sexta-feira, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) monitorava dois casos por suspeita de intoxicação por metanol em bebida. Um deles foi descartado na tarde de ontem após o exame e monitoramento de uma mulher, moradora de Niterói. Até a tarde desta terça-feira o único em análise era o de um homem em São Pedro da Aldeia, que segue em acompanhamento pela pasta e passa bem. AOora o total subiu para quatro com os três novos casos divulgados.
Também nesta terça-feira o Governo do Rio lança um painel público com informações sobre os casos de intoxicação por metanol, com mapeamento das notificações suspeitas, confirmadas e descartadas no estado. Os dados estão disponíveis no site do Monitora RJ.
Para dados mais detalhados no estado, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro (Abrasel-RJ) prepara uma pesquisa ao longo desta semana para entender se houve mudanças no comportamento dos clientes após confirmações e suspeitas sobre os casos. Em Ipanema, na Zona Sul do Rio, o ÊTTA Bar viu sua clientela fiel marcar presença, como de costume. Porém, parte dos clientes pediu modificações nos drinques, colocando gin, rum e cachaça no lugar de vodka e uísque.
Desde o fim de setembro, o aumento de casos de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas em diferentes estados do Brasil acendeu um alerta. O Ministério da Saúde atualizou, na última segunda-feira, para 217 o número de notificações, dos quais 17 foram confirmados e 200 continuam em investigação pelas autoridades brasileiras. Receosos, consumidores de bares e restaurantes frearam o consumo de destilados e de bebidas em que são acrescidos. Esse efeito foi sentido principalmente no último fim de semana.
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