Claudio Castro é empossado para novo mandato no Rio de Janeiro

Em seu primeiro mandato ele assumiu após impeachment de Wilson Witzel.

Reeleito com 58% dos votos, Castro prestou juramento e assinou termo de posse na manhã deste domingo, 1º de janeiro, em cerimônia realizada no Palácio Tiradentes, antiga sede da Assembleia Legislativa do Rio, no Centro da cidade.

Na cerimônia, o governador prestou o juramento e assinou o Termo de Posse. O ritual, previsto para começar às 9h, atrasou e foi iniciado às 9h38.

No discurso de cerca de meia hora na posse de seu segundo mandato como governador, Castro destacou alguns feitos desde que assumiu a posição.

Ele falou sobre a concessão da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro) e a chamou de a “maior da história” do Brasil. Segundo ele, a empresa encerra o ano com lucro de R$ 394 milhões de reais.

Ele explicou também que a compra de câmeras para policiais militares vai trazer mais segurança para a população e os policiais.

Cláudio Castro ainda prometeu inaugurar obras do Teleférico do Alemão, no Complexo do Alemão, comunidade da Zona Norte, e do Museu da Imagem e do Som, em Copacabana, na Zona Sul. Em relação ao teleférico ele afirmou que o material deve chegar ainda no primeiro semestre deste ano. A instalação deve demorar cerca de seis meses, portanto a previsão inicial é de que o equipamento esteja funcionando a partir do início de 2024.

Outro destaque de seu discurso foi a promessa de fazer com que a educação seja a prioridade do governo.

“A escola é a porta para o futuro. Vou lutar para que cada criança e jovem desse estado tenha a oportunidade de chegar a sala de aula e concluir uma formação que permita uma vida promissora e digna. Durante a panemia, os profissionais da educação foram ainda mais demandados e nos ensinaram que o magistério é uma vocação de vida. Por isso, faço aqui o meu compromisso, de que a educação estará na frente de todas as nossas ações, afinal acredito que ela é o principal caminho de transformação de uma sociedade”, prometeu Castro.

Após a cerimônia de posse, durante uma coletiva de imprensa, Castro foi perguntado sobre a presença dele na posse do presidente eleito Luís Inácio Lula da Silva (PT)

“Falei o tempo todo que trabalharia com quem o povo escolhesse. Nós precisamos demais da ajuda do governo federal. O diálogo será baseado em pautas”, afirmou Cláudio Castro. Já sobre a saída de Jair Bolsonaro do país, ele não se posicionou

Após a posse no Rio de Janeiro, Cláudio Castro viajou para Brasília pra acompanhar a posse de Lula, que acontece na tarde deste domingo.

Castro foi eleito como vice-governador de Wilson Witzel em 2018. O advogado e cantor gospel assumiu o comando do estado após o impeachment de Witzel em abril de 2021. Ele trabalhou por 12 anos como chefe de gabinete na Alerj e se elegeu vereador pela primeira vez em 2016.

Em 2022, Cláudio Castro foi reeleito no primeiro turno, com 58% dos votos, ao lado de Thiago Pampolha (União Brasil), o novo vice-governador. A Procuradoria Regional Eleitoral entrou com duas ações contra a chapa deles, pedindo para que os políticos fiquem inelegíveis por 8 anos, além da cassação da chapa. Os pedidos aconteceram por conta de denúncias de um suposto abuso de poder econômico e político, com o uso de contratações via Ceperj e Uerj para fins eleitorais, além de supostos gastos ilícitos na campanha. A chapa nega qualquer irregularidade.

Entenda o que pesa contra Claudio Castro

1- A Procuradoria Regional Eleitoral pediu em dezembro a cassação da chapa de Castro e de seu vice, Thiago Pampolha (União Brasil), por abuso de poder econômico e político nas contratações da Fundação Ceperj e na UERJ.

2-A PGR (Procuradoria Geral da República) pediu ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) autorização para investigar Castro por suposto recebimento de propina quando era vice-governador e vereador, segundo o jornal O Globo.

3-Em setembro Marcus Vinícius Azevedo da Silva, empresário e ex-assessor do governador, denunciou em delação premiada pagamentos de propina de contratos da Fundação Leão XIII para Castro entre 2017 e 2019.

4-Nas investigações, foi obtido um vídeo de Castro deixando uma reunião com um dos empresários envolvidos no esquema com uma mochila. Segundo delatores, ele carregava R$ 100 mil em propina. O governador nega.

5-As investigações do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) sobre a corrupção no Ceperj e na Uerj já avançaram e devem resultar em ações de improbidade. Castro pode ser um dos denunciados.

6-No caso CEPERJ, Castro admite erros, mas nega que aliados tenham sido favorecidos.

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