Governador Cláudio Castro marca cerimônia de renúncia
Evento será no Palácio Guanabara

Evento acontecerá amanhã, 23 de março, na véspera do Tribunal Superior Eleitoral retomar o julgamento que pode torná-lo inelegível por oito anos.
O governador Claudio Castro decidiu renunciar nesta segunda-feira ao cargo, na véspera do Tribunal Superior Eleitoral retomar o julgamento que pode torná-lo inelegível por oito anos. O Palácio Guanabara começou a enviar neste domingo convites para aliados políticos participarem a cerimônia de despedida, marcada para às 16h30 desta segunda-feira.
Castro é acusado de abuso de poder político, econômico e conduta proibida a agentes públicos na campanha pela reeleição em 2024. O Ministério Público eleitoral acusou Castro e o vice Thiago Pampolha (hoje conselheiro do Tribunal de Contas do Estado) na contratação de milhares de pessoas na época da eleição pela Fundação Ceperj.
Como o estado do Rio de Janeiro não tem vice, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto, assume interinamente. Pela legislação ele terá que convocar uma eleição indireta para que os deputados da Alerj escolham alguém para cumprir um mandato tampão até janeiro, quando acontece a posse do novo governador, que será escolhido na eleição de outubro.
Já com a possibilidade da renúncia, Cláudio Castro exonerou 11 secretários do Rio para que possam concorrer nas eleições de 2026. A decisão, publicada no Diário Oficial do estado nesta sexta-feira, também anunciou a nomeação dos novos secretários que vão ocupar as pastas que perderam seus titulares, como Polícia Civil, Cidades e Turismo. Em nota, Castro afirmou que as mudanças “fazem parte do calendário eleitoral e são naturais neste momento”.
Procurada, a assessoria de Castro ainda não se manifestou.
Exonerações
As exonerações aconteceram em meio à expectativa de que Castro renunciasse ao cargo de governador, como antecipou a coluna de Lauro Jardim, ao publicar que castro renunciaria ao cargo já nesta segunda. A decisão seria uma tentativa de evitar a inelegibilidade e viabilizar uma candidatura ao Senado em outubro. A coluna aponta que, ao deixar o cargo antes do julgamento que pode torná-lo inelegível, Castro pretende que a ação contra ele no TSE perca o objeto, uma vez que estará fora da função.
Na Polícia Civil, saiu o secretário Felipe Curi e entrou o delegado Delmir Gouveia, ex-chefe de gabinete e com mais de 30 anos de atuação no serviço público. Na Secretaria de Infraestrutura e Obras, Raul Fanzeres assumiu o lugar de Uruan Andrade.
Douglas Ruas, pré-candidato ao governo do Rio, deixou a Secretaria de Cidades, agora comandada por Maria Gabriela Bessa.
Na Secretaria do Ambiente, saiu Bernardo Rossi e entrou Diego Faro. Já na Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Anderson de Azevedo Coelho, que anteriormente exercia a chefia de gabinete da pasta, assumiu no lugar de Rosângela Gomes.
Na Secretaria de Trabalho e Renda, Daniel Martins passa a comandar a pasta, antes chefiada por Luiz Martins. A Secretaria de Turismo será liderada por Lucas Alves, no lugar de Gustavo Tutuca. Na Secretaria de Juventude e Envelhecimento Saudável, quem assume é Isabela Alves, no lugar de Alexandre Isquierdo.
Na Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, Renata Sphaier de Freitas entrou no lugar de Anderson Moraes, que estava à frente da pasta. Na Secretaria de Habitação, saiu Bruno Dauaire e entrou Fábio Paravidino.
A última mudança foi a nomeação de Carla Nasser Monnerat para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, no lugar de Vinicius Farah.
Fonte EXTRA


