Morre bilionário, dono do OnlyFans,Leonid Radvinsky
Leonid tinha 43 anos

Dono da plataforma, conhecida por publicar conteúdo explícito, tratava um câncer. Empresário ucraniano-americano transformou plataforma em fenômeno global.
Morreu nesta segunda-feira (23), o dono do OnlyFans, o bilionário ucraniano-americano Leonid Radvinsky, aos 43 anos. A informação foi confirmada pela empresa à Bloomberg.
Nascido em 1982 em Odessa, cidade da Ucrânia que na época era parte da União Soviética, ele se mudou com a família para os EUA quando criança.
“Estamos profundamente tristes em anunciar a morte de Leo Radvinsky. Leo faleceu em paz após uma longa batalha contra o câncer”, disse a empresa em comunicado. “A família pediu privacidade neste momento difícil.”
Radvinsky era dono da plataforma desde 2018, quando comprou uma participação majoritária na empresa.
Foi com a presença de Leonid na empresa que a plataforma se tornou um fenômeno cultural ao permitir que criadores de conteúdo cobrassem diretamente por seu conteúdo.
O OnlyFans foi fundado em 2016 e ganhou fama ao hospedar material que é considerado inapropriado na maioria das redes sociais, crescendo muito durante a pandemia.
De acordo com a Bloomberg, Radvinsky estava negociando vender uma participação da empresa, mas as conversas ainda estavam em estágio inicial.
Discreto nas redes sociais e avesso a entrevistas, Radvinsky morava na Flórida, nos EUA, e acumulava uma fortuna de 4,7 bilhões, segundo a revista Forbes, em seu ranking de bilionários de 2025. Ele despontava como a 870ª mais rica do mundo.
O negócio de Radvinsky começou quando ele ainda era estudante de economia da Northwestern University, nos Estados Unidos, e fundou, no fim dos anos 1990, uma empresa chamada Cybertania. Segundo a Forbes, ele comandava sites que disponibilizavam senhas hackeadas.
Em 2018, o ucraniano comprou uma participação na OnlyFans, fundado em 2016, e então pertencente à família Stokely, do Reino Unido.
Como criou fortuna
Radvinsky assumiu o controle do OnlyFans em 2018, dois anos após a fundação da plataforma, e foi o responsável por transformar o site em um fenômeno global. O modelo, baseado na monetização direta entre criadores e assinantes, ganhou escala durante a pandemia e consolidou o negócio como um dos mais lucrativos da economia digital.
Os números ajudam a dimensionar o patrimônio que agora entra em discussão:
- US$ 701 milhões em dividendos recebidos apenas em 2024
- Média de US$ 1,9 milhão por dia em rendimentos recentes
- US$ 1,8 bilhão acumulados em dividendos entre 2021 e início de 2025
- Receita da plataforma de US$ 1,4 bilhão em 2024
- Usuários gastaram US$ 7,2 bilhões no serviço no último ano.
Fonte O Globo



