Protestos contra feminicídio reúnem manifestantes em RJ, BH e outras cidades brasileiras
Mobilizações acontecem em ao menos 20 estados

Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, centenas de pessoas se reuniram ao meio-dia em frente ao Posto 5, na Avenida Atlântica, em Copacabana, na Zona Sul da cidade.
Segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP), o estado do Rio registrou, até novembro de 2025, 79 casos de feminicídio e 242 tentativas. Os manifestantes exibiram cartazes e faixas contra a violência às mulheres.
Na quarta-feira (3), uma mulher deu entrada em um hospital após ser esfaqueada em Irajá, na Zona Norte do Rio. Aline Nascimento contou à polícia que foi agredida pelo ex-companheiro, Emerson William Marcolan Lima.
A vítima tem uma medida protetiva contra Emerson, que já responde por tentativa de feminicídio. Ele teria tentado arremessá-la de uma janela do seu apartamento, no quarto andar, mas foi impedido por um vizinho.



Distrito Federal

Em Brasília, o protesto ocorreu pela manhã, por volta das 10h, na Torre de TV, na área central da cidade. O ato reuniu dezenas de mulheres que exibiram cartazes com frases como “pare de nos matar” e denunciaram a violência estrutural contra as mulheres.
Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do DF, o distrito registrou 26 casos de feminicídio em 2025. O último aconteceu nesta sexta-feira (5), quando a cabo do Exército Maria de Lourdes Freire Matos, de 25 anos, foi morta a facadas por um soldado, que também ateou fogo ao quartel
Durante o protesto, os organizadores reforçaram orientações sobre medidas protetivas e canais de denúncia disponíveis para mulheres que sofrem violência.


Santa Catarina
Em Florianópolis, mulheres e homens participaram de uma caminhada que começou por volta das 13h na cabeceira da Ponte Hercílio Luz e seguiu até o Terminal de Integração do Centro (Ticen).
O ato também homenageou a professora Catarina Kasten, de 31 anos, estuprada e assassinada em uma trilha no dia 21 de novembro. O autor do crime, que confessou, foi preso no mesmo dia e responde por feminicídio qualificado, estupro e ocultação de cadáver.
Com cartazes, bandeiras e faixas, os manifestantes pediram o fim da violência contra as mulheres e denunciaram a escalada dos casos em todo o país.


Minas Gerais
Em Belo Horizonte, manifestantes se reuniram por volta das 11h na Praça Raul Soares, no Centro da capital mineira. O grupo seguiu em caminhada até a Praça Sete e a Praça da Estação. As participantes levaram cartazes com frases como “basta de feminicídio”, “não me mate” e “pare de matar as mulheres”.
O ato fez parte da mobilização nacional “Mulheres Vivas” e foi organizado por movimentos sociais e coletivos feministas. Segundo as organizadoras, o objetivo foi exigir justiça, denunciar a impunidade e cobrar políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero.
A mobilização foi intensificada após uma série de crimes registrados nos últimos dias no país, incluindo o assassinato da cabo do Exército em Brasília e outros casos em estados diferentes.


Fonte g1



