Humildade a maior força do Fluminense na Copa do Mundo de Clubes

Tricolor adotou como lema ‘desfrutar do presente’ a cada jogo

Jogadores do Fluminense fazem roda de oração depois da classificação para semifinal — Foto: MARCELO GONÇALVES / FLUMINENSE F.C.

Tachado como quarta força do futebol brasileiro no Mundial de Clubes, o Fluminense é o único que segue vivo na competição. E não é exagero afirmar que estar na semifinal contra o Chelsea é algo além do esperado. Mas a vitória sobre o Al Hilal e a postura da equipe no mata-mata, desde a partida contra a Inter de Milão, revelou a alma de um time de guerreiros que adotou um lema: usar as fragilidades, do grupo, do clube e da vida, para juntar forças. Uma lição de humildade.

Nas oitavas de final, Thiago Silva já usou a sua história pessoal, de perda do padrasto que o criou, para motivar o elenco no vestiário. A morte dos jogadores Diogo Jota e André Silva nos últimos dias corroborou o discurso do capitão, apropriado por todos antes do minuto de silêncio em Orlando em homenagem aos atletas portugueses: “Não perca tempo”. Em campo, o Fluminense deu a vida. Jogou como se não houvesse o amanhã.

Protagonismo do elenco

Mais do que a atitude de cada jogador, a força começou a aparecer com um elenco que não é dos mais badalados nem no Brasil se multiplicando em soluções nas mãos de Renato Gaúcho.

— Não é à toa que estamos aqui. Temos tido excelente desempenho. Mas temos que ter humildade. Da porta para dentro a gente não acha que é patinho feio — avisou Arias.

A fortaleza se mostrou no talento de Martinelli e na fragilidade de Hércules, heróis da classificação. Sim. O nome de herói grego esconde por trás um menino tímido que passou mal ao dar entrevista ao ser eleito o melhor em campo. Mas foi também o Fluminense de Lima, de Everaldo, de Thiago Santos, de Guga, que mais uma vez entraram bem. E sempre o Fluminense de Arias. De Fábio. E de Thiago Silva. Todos com a mesma filosofia: desfrutar do presente.

— Eu também tive uma perda importante e sei a dor. Esse tipo de lição, de viver a vida, o presente, dá uma motivação a mais. Infelizmente aconteceu com Diogo Jota. Amanhã não temos certeza de que estaremos aí. A nossa conversa foi focada nisso, focar no dia de hoje, e sair do campo tendo desfrutado de estar aqui — explicou Arias sobre a preleção.

Renato Gaúcho tem tido papel importante, rodando bem o time. Depois de uma primeira fase instável, acertou a mão no esquema com três zagueiros, com Ignácio em grande fase. A outra aposta, Hércules, novamente entrou bem e apareceu para fazer o gol da classificação.

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— Aqui o protagonista é o elenco. Temos grandes jogadores, mas todos ajudam, se entregam, e isso é diferencial, faz a gente ser tão grande. Essa humildade de todo mundo saber que tem que se doar é o que faz a diferença para a gente estar onde estamos — disse Guga.

Antes do jogo, o Fluminense postou nas redes sociais a música do tricolor Gilberto Gil, “Andar com fé”. No fim da partida, como tem se tornado hábito, todos se reuniram em torno da bandeira no meio do campo e rezaram, agradecendo. O jogo. A classificação. E a vida.

— O grupo passa confiança um para o outro. Com humildade de todos, todo mundo ajudando, isso dá tranquilidade em jogos grandes — emendou o meio-campo Lima.

Fonte EXTRA

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