Estados Unidos atacam instalações nucleares do Irã
Operação mirou infraestruturas em Natanz, Isfahan e Fordow

Segundo o presidente americano, operação mirou infraestruturas em Natanz, Isfahan e Fordow, esta última considerada central ao programa nuclear iraniano.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado, 21 de junho, que as Forças Armadas dos EUA realizaram um “ataque muito bem-sucedido” a três instalações nucleares iranianas, marcando a entrada oficial de Washington na guerra, iniciada por Israel na noite do último dia 12 (já madrugada do dia 13, no horário local). De acordo com o republicano, as ações miraram inclusive a instalação subterrânea de enriquecimento de urânio em Fordow, considerada o “coração” do programa nuclear da República Islâmica.
“Concluímos nosso ataque muito bem-sucedido às três instalações nucleares no Irã, incluindo Fordow, Natanz e Isfahã”, afirmou Trump em uma publicação em sua plataforma Truth Social.
“Uma carga completa de BOMBAS foi lançada sobre a instalação principal, Fordow”, disse ele, acrescentando que os bombardeiros já estavam em segurança, fora do espaço aéreo iraniano, e a caminho da sua base.

Após o anúncio, o presidente americano afirmou que fará um discurso à nação às 22h (23h, no horário de Brasília).
Mais cedo neste sábado, os EUA haviam enviado para sua Base Naval de Guam, no Pacífico, seis bombardeiros B-2 — os únicos com capacidade para transportar bombas do tipo “bunker busters”, de quase 14 toneladas, projetadas para destruir bunkers subterrâneos como a fortaleza nuclear de Fordow. A manobra foi vista como um presságio de um ataque iminente de Washington, uma vez que a proximidade da base com o Oriente Médio e seu papel como centro logístico regional a tornam um ponto de partida estratégico para operações na região.
Paralelamente, os EUA já haviam enviado cerca de 30 aviões de abastecimento para a região e deslocado seu maior porta-aviões, o USS Gerald R. Ford, para o leste do Mar Mediterrâneo, perto de Israel, com previsão de chegada na próxima semana. Com capacidade para cerca de 4.600 militares e até 90 aeronaves, ele se juntará a outros dois superporta-aviões americanos que já estão nas proximidades: o USS Nimitz, que estava no sudeste da Ásia, e o USS Carl Vinson, antes em operação no Oceano Índico.



