Morre a cantora Angela Ro Ro, aos 75 anos

Artista estava internada desde julho

 Foto: Lucas Ávila / Divulgação

Cantora e compositora marcou gerações com sua voz rouca, canções intensas e personalidade irreverente; “Amor, Meu Grande Amor” foi um de seus maiores sucessos.

A cantora e compositora Angela Ro Ro morreu, na manhã desta segunda-feira, 8 de setembro, aos 75 anos. A informação foi confirmada à TV Globo pelo advogado dela.

Dona de uma voz inconfundível e de um estilo que misturava blues, samba-canção, bolero e rock, ela foi um dos nomes mais autênticos da música popular brasileira.

Nascida Angela Maria Diniz Gonsalves, ela recebeu o apelido de Ro Ro ainda na infância, por causa da voz grave. Começou a estudar piano clássico aos cinco anos e, décadas depois, se consagraria como uma das artistas mais originais do país.

A cantora e compositora Angela Ro Ro morreu, na manhã desta segunda-feira (8), aos 75 anos. A informação foi confirmada à TV Globo pelo advogado dela.

Antes mesmo de ir ao hospital, ela recorreu às redes sociais para pedir ajuda financeira, afirmando que estava passando por um problema de saúde. “Sem perspectiva de alta ou cura para trabalhar, humildemente peço ajuda a vocês”, escreveu a cantora na ocasião.

Dona de uma voz inconfundível e de um estilo que misturava blues, samba-canção, bolero e rock, ela foi um dos nomes mais autênticos da música popular brasileira.

Nascida Angela Maria Diniz Gonsalves, ela recebeu o apelido de Ro Ro ainda na infância, por causa da voz grave. Começou a estudar piano clássico aos cinco anos e, décadas depois, se consagraria como uma das artistas mais originais do país.

Angela Maria Diniz Gonsalves – Angela Ro Ro

Nasceu no Rio de Janeiro, no dia 5 de dezembro de 1949. Ela ganhou o apelido Ro Ro ainda na na infância, por conta de sua voz rouca e grave. Na década de 1970, ela iniciou sua carreira, após uma viagem para a Itália, onde conheceu o cineasta Glauber Rocha. Depois mudou-se para Londres, onde foi faxineira em hospital, garçonete e foi lavadora de pratos num restaurante, além de algumas apresentações em pubs.

Por indicação de Glauber Rocha, em 1971, participou do álbum “Transa”, de Caetano Veloso, tocando gaita na música “Nostalgia (That’s what rock’n roll is all about)”. Na volta ao Rio, começou a se apresentar em casas noturnas e foi contratada pela gravadora Polygram/Polydor (atual Universal Music). Seu primeiro álbum, que levou seu nome, lançado em 1979, trouxe apenas composições suas, entre as quais alguns sucessos que marcariam suas carreira, “Gota de sangue”, “Balada da srrasada”, “Agito e uso”, “Tola foi você” e “Amor, meu grande amor”.

Na década seguinte, lançou os discos “Só nos resta viver” (1980) e “Escândalo!” (1981), com a faixa-título composta por Caetano Veloso. No auge de sua carreira, lançou ainda “A vida é mesmo assim” (1984) e “Eu desatino” (1985). Após lançar apenas um disco nos anos 1990, “Ao vivo – Nosso amor ao Armagedon” (1993), ela lança o disco “Acertei no milênio”, em 2000, após largar as drogas, a bebida, o cigarro e perder cerca de 35 quilos ao iniciar uma rotina de exercícios.

Pouco tempo depois, Rô Rô decide largar as drogas, a bebida e o cigarro, e a fazer ginástica (perde cerca de 35 quilos) e lança o disco Acertei no Milênio em 2000. Entre 2004 e 2005, a cantora apresentou o talk-show “Escândalo”, no Canal Brasil.

No ano seguinte, Angela gravou “Compasso” (2006) pela independente Indie Records e um disco ao vivo gravado no Circo Voador, em 20 de setembro de 2006. Nos anos 2010, lançou, pela Biscoito Fino, “Feliz da vida!” ( 2013) e f”i homenageada em Coitadinha bem feito: As canções de Angela Ro Ro” (2013), tributo com regravações de suas canções com vozes masculinas. Seu último álbum foi ” Selvagem” (2017).

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