Um dos corpos carbonizados em carro com placa de Cardoso Moreira foi identificado, em Cabo Frio
Saiba abaixo a identidade do corpo

Na segunda-feira, 18 de agosto, três pessoas foram queimadas vivas dentro de um carro incendiado na Rua da Paz, em São Jacinto. O veículo, um Gol com placa de Cardoso Moreira, foi encontrado totalmente em chamas. Quando o fogo cessou, os corpos foram localizados: duas vítimas estavam no porta-malas e uma no banco traseiro. Um dos três corpos carbonizados encontrados dentro do veículo, foi identificado como sendo de Marcos, conhecido como “Vugo Marcolim”, morador do bairro Angelim, no segundo distrito da cidade. O reconhecimento foi feito através de análise odontológica, diante do avançado estado de carbonização da vítima.
Segundo especialistas, a identificação de cadáveres carbonizados é um dos maiores desafios da ciência forense. A exposição prolongada ao fogo provoca destruição de tecidos, fraturas térmicas nos ossos e elimina quase todas as características visuais que poderiam auxiliar no reconhecimento. Diante disso, resta recorrer à integração de diversas áreas periciais, como a odontologia, a genética e a antropologia, para dar às vítimas a dignidade de terem seus nomes revelados.

De acordo com investigações preliminares e apurações exclusivas do Portal RLagos Notícias, Marcolim tinha envolvimento com o tráfico de drogas e seria integrante de uma facção criminosa que atua no segundo distrito de Cabo Frio. A execução teria sido motivada por uma violenta guerra entre facções rivais pelo controle de pontos de venda de drogas na região.
A crueldade do crime chocou a população: os corpos foram encontrados dentro de um veículo Gol, com placa de Cardoso Moreira, totalmente carbonizados. Duas das vítimas estavam no porta-malas e uma no banco traseiro. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram os momentos em que o carro foi incendiado com as pessoas ainda vivas dentro.
Fontes ligadas à investigação confirmam que o caso é tratado como execução com característica de tribunal do crime, onde membros de facções rivais determinam a morte de desafetos. A polícia agora trabalha para identificar os outros dois corpos, utilizando exames de DNA, e aprofundar as linhas de investigação sobre a autoria e a motivação da chacina.



A 126ª DP de Cabo Frio está à frente das investigações. A Polícia Civil ainda não confirmou se as vítimas foram sequestradas em Búzios, como apontam câmeras de segurança que flagraram o momento em que três pessoas eram levadas à força para dentro do carro em um bar na cidade.
Enquanto o cerco ao crime organizado parece afrouxar, a população segue refém de uma guerra silenciosa que transforma bairros inteiros em zonas de conflito, com a presença constante de homens armados, toque de recolher e execuções públicas como a registrada em São Jacinto.
A família de Marcos esteve no Instituto Médico Legal (IML) nesta quarta-feira (20) para liberar o corpo. Em choque, não quiseram gravar entrevistas, mas pediram justiça.
A brutalidade da morte de Marcolim e das demais vítimas escancara o domínio crescente das facções na Região dos Lagos e a fragilidade do poder público diante da criminalidade que avança com métodos cada vez mais bárbaros e midiáticos.
A identificação de Marcos, mesmo diante das limitações forenses, representa um passo importante para que o caso não fique impune — e para que as famílias possam, ao menos, enterrar seus entes com dignidade.
Fonte RLagos



